Escolha uma Página

O colonial nunca acabou

Mulher quilombola em pé olha para a câmera com semblante sério, está abraçada a uma rede de pano e entre árvores em um quintal
Anacleta Pires da Silva, liderança quilombola do Território Santa Rosa dos Pretos: processada pela Vale S.A. por defender seu direito à água, à terra e ao território. Foto/Andressa Zumpano

Prova de que o período colonial nunca teve fim para povos originários e quilombolas é que as expropriações de seus corpos e territórios continuam desde 1500, cada vez mais violentas e pelas mãos de diferentes colonizadores – empresas e governos subalternos – que se alternam e se apoiam no saque, seja por meio do trabalho escravo, por meio da invasão das terras indígenas e quilombolas, da destruição de seus rios e matas, seja por meio de processos abertos por empresas contra lideranças de povos tradicionais que lutam por seus direitos, na tentativa de silenciá-las, como os colonizadores fazem desde o século 16 nas Américas.

Há mais de 80 anos, as e os quilombolas de Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru-Mirim, Maranhão, enfrentam a poluição, assoreamento e aterramento de seus cursos d´água, como igarapés e rios, seja pela Estrada de Ferro Carajás, da transnacional de mineração Vale S.A., seja pela estrada de ferro Transnordestina, pelos três linhões de energia da Eletronorte e dois da CEMAR (Companhia Energética do Maranhão), seja pela BR 135, do governo federal.

Todos esses grandes empreendimentos violam o direito à água dos quilombolas de Santa Rosa dos Pretos, que também perdem sua fonte alimento e renda ao ficarem sem os peixes que sempre pescaram. Os empreendimentos também retalham o território quilombola, roubam porções de terras produtivas, causam poluição sonora, do ar, e centenas de mortes por atropelamento no caso da BR e das estradas de ferro.

As lideranças de Santa Rosa dos Pretos vem denunciando essas violações há anos, em diversas instâncias dos órgãos públicos, na imprensa, nas discussões junto a movimentos sociais e entidades aliadas da luta.

Em 2011, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma Ação Civil Pública (ACP) contra Vale S.A. e Ibama por violações cometidas por ambos contra quilombolas de Santa Rosa dos Pretos na duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC), da Vale.

A transnacional foi condenada em 2012 a realizar uma série de reparações e ações de mitigação dos impactos causados. Entre as reparações, está a recuperação de um igarapé que a empresa concretou e fez praticamente secar – o igarapé tinha fama entre os quilombolas por ser rico em peixes e de não secar nunca, nem durante o verão nordestino.

Sete anos depois da condenação, a empresa nunca recuperou o igarapé e nem cumpriu com a maioria das obrigações às quais foi obrigada em juízo. Segue impune, como os colonizadores de 1500.

 
x vidies justindianporn.me southindian sexy movie chauranga film onlyindianporn2.com haryana hot sex triple sex triple sex bananocams.com desi pee and ass www kamapisachi.com hindiporn2.com milf india quora ww hollywood originalhindiporn.mobi javqd
gavti xxx rajwap.me xnxx tamil college girls mehreen pirzada xxx homeindiansex.mobi sex vdeo heroines xnxx pornko.net india six.com sexy filmen doodhwali.net sex videos ap girls removing clothes rajwapsex.com cute xvideo
telugu actress fb apacams.com xxnx sex vedio sexy batao freeindianporn3.com bengali hd xxx mom and son xnnx liebelib.net veporne first time sex quora freeindianporn3.com sex goa www ixxxx kashtanka.tv indian x vidieo